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Para falar conosco:

ESCLARECENDO SUAS DÚVIDAS SOBRE O DETECTOR DE METAL

APRENDA MAIS SOBRE OS DETECTORES

 

1. Todos os detectores são iguais?

 

A resposta para isto é simplesmente, NÃO. Os detectores de metais, assim como os carros, têm várias marcas e modelos, cada um com suas características e apresentações diferentes.

 

2. Os detectores de metais são divididos em:

Detector para procurar objetos de metal enterrados pelo homem ou soterrados

Detector para procurar objetos de metal perdidos pelo homem

Detector para procurar objetos de metal produzidos pela Natureza (ouro de garimpo, minério ou partículas metálicas e até mesmo meteoritos)

Detector para área de segurança

Detectores de presença de metal grande aproximando

Detectores de metal para tubulação

Detectores de metal aquático

 

3. Há outros tipos de detectores afim de detectar a presença de vários tipos de matéria metálica ou não metálica:

Detectores de freqüência - Detectores de Campos Magnéticos - Detectores de Radiação - Detectores de Gases - Detectores por feixe de luz - Radar - Sonar - Detectores de cavernas - Detectores por Raio X - etc.

4. O que você precisa saber na hora de comprar um detector?

Os detectores de metal de rastreamento no solo são especificadamente projetados para adaptarem a um tipo de uso. Por exemplo, os detectores para ouro (minério) são projetados para serem extremamente sensíveis a pedaços pequenos de ouro, devido a sua alta sensibilidade e freqüência. Os detectores de procurar relíquias & tesouros têm a habilidade de discriminar entre vários tipos de objetos de metal, porém não detectam objetos tão pequenos, fragmentos, como os detectores para áreas de mineralização.

 

É importante entender que cada modelo de detector de metal tem as características específicas, níveis de apresentação e aplicativos. Quando preparar para comprar um novo detector de metal, você deve saber exatamente explicar o que deseja procurar para um representante de vendas, evitando assim, aborrecimentos para ambas as partes, além de prejuízos ao seu bolso. Um vez escolhido o detector, não tem como voltar atrás. Não compre detectores baratos, se você está procurando algo que esteja a mais de 50cm de profundidade. Também tome muito cuidado com certas propagandas fabulosas em alguns site que dizem detectar objetos com longo alcance e grandes profundidades. Já testei muitos detectores de longa distância e até agora não achei nenhum sequer que me comprovasse a verdade. Eu trabalho a muitos anos com os melhores fabricantes do mundo em detectores de metais, e eles nunca fizeram nenhum destes detectores de longa distância. Eu só trabalho com algo que possa ser comprovado.

 

     4.1. Até que profundidade os detectores vão, alcançam? Exemplo: Qual a profundidade de descoberto do detector ACE 250?

Isto é sem dúvida a pergunta mais freqüentemente recebida em meus e-mails, mas infelizmente é a mais difícil de responder. Para se ter a certeza da profundidade de um determinado tamanho de objeto é preciso fazer o teste, enterrando-o. Não dá para ficar enterrando todo o tipo e formato de metal afim de saber qual a profundidade exata para um determinado cliente, senão ficarei anos e anos enterrados objetos para saber a sua verdadeira profundidade. O poder de profundidade de um detector de metal alcançar um objeto metálico enterrado, depende de vários fatores:

 

     4.2 O nível de mineralização presente no solo. A terra mineralizada apresenta em sua composição, laterite, haematite ou terras de barro vermelho (óxido de ferro), essa composição dificilmente um detector de metal pode cancelar. Ao cancelar para excelentes detectores, conseqüentemente a profundidade de detecção é reduzida. Como exemplo, no solo neutro, o detector pode alcançar um metal enterrado, digamos a 30 cm. No entanto, num solo mineralizado, o mesmo objeto não será detectado a 30 centímetros, e sim, a 18 cm de profundidade no solo para os detectores mais simples. Porém, os detectores mais sofisticados e mais caros detectaram a mais ou menos 25cm. Portanto, a profundidade também pode variar dependendo do detector utilizado.

 

     4.3 O tamanho, a forma, o tipo de material metálico e a orientação do metal enterrado. Os metais de dimensões maiores são descobertos em profundidades maiores pelos detectores. Por exemplo, uma moeda deitada expõe uma área de superfície maior do que uma moeda ou outro objeto de metal na vertical ao seu lado. Assim, a moeda deitada será descoberta em uma profundidade maior. Mas, tudo depende da forma da onda, de como ela está sendo emitida pela bobina. Sendo assim, essa situação pode ser invertida.

 

     4.4 O tamanho da bobina de procura a ser utilizada. As bobinas de procura entram em formas e tamanhos. Por exemplo, 6", 8" e 18" polegadas arredondadas ou 3x7”, 5x10", 7x14”, 10x14”, 12x14”, 12x17”, 12x18” elípticas. A configuração dos enrolamentos dentro da bobina. Por exemplo: Há bobinas padrões, Concêntrica, Dubla D, Monoloop (de um só enrolamento), Dual Field que é uma bobina Mono de dois enrolamentos. O fio a ser utilizado no enrolamento das bobinas. Se você pretende procurar por objetos pequenos a melhor escolha é uma bobina também pequena. Se você procura por objetos grandes o ideal é ter bobinas grandes.

 

     Conclusão: Quanto maior for a bobina, mais fundo o detector alcançará os metais maiores. Quanto menor for a bobina, mas chance tem o detector de alcançar objetos pequenos mais fundos. Eu considero um objeto pequeno, uma pepita de ouro de uma grama que pode ser detectada de 10cm a 25cm de profundidade, dependendo somente da potência do detector e do tamanho da bobina. Objetos do tamanho de uma moeda , eu considero como objetos de tamanho médio.  Isso para detectores Hobby e de Mineração. Enquanto que detectores para arqueologia ou enterrados, uma lata de refrigerante é de tamanho pequeno. Eu considero algo grande um metal de 1m2.

4.4.1 Bobina MONO ou MONOLOOP

É feita com um só enrolamento de fio. É por este único enrolamento que passa a freqüência de Transmissão e Recepção. São frações de segundos para transmitir e receber os sinais provenientes da terra. O formato do campo magnético desta bobina é cônica. Seu campo magnético vai estreitando até se tornar pontiagudo. Por isso, é aconselhável trabalhar com esta bobina lentamente e sobrepondo a metade da parte já passada no solo afim de não perder objetos pequenos fundos. A bobina Mono é muito sensível, portanto é afetada por solo extremamente mineralizado que às vezes podem tornar mais difíceis a recalibragem no solo ou até impossível. Esta bobina não é boa na discriminação de objetos. Porém eles tendem a prover um pouco mais de profundidade do que a bobina DD. Esta bobina é recomendada para solos moderados.

 

4.4.2 Bobina Dupla D ou DD

São feitas de dois enrolamentos de fios uma do lado da outra com um certo ponto de união entre elas. São as bobinas mais preferidas para todas as situações de solo. Elas oferecem melhor passagem de transmissão e recepção, já que o processo é feito em enrolamentos diferentes, tornando melhor o sinal recebido do solo. Sua varredura no solo é maior e mais uniforme. Sua profundidade é um pouco menor que a bobina Mono. Define melhor os alvos, oferece maior estabilidade no solo e elimina mais as interferências de outros campos magnéticos (outros detectores, rede elétrica, atmosfera carregada). Esta bobina é recomendada para solos altamente mineralizados.

 

4.4.3 Bobina Concêntrica

É formada de dois ou três enrolamentos de fios uma dentro da outra. O enrolamento externo é a Transmissora e o enrolamento interno é a Receptora. A forma do campo magnético da bobina Concêntrica é semelhante a bobina Mono. Estas bobinas são excelentes discriminadoras de objetos e podem chegar a sensibilidades muito alta com maior profundidade. Porém são ruidosas em solos altamente mineralizados. Seu padrão de procura é cônica amoldada e pode ser útil para definir um objetivo com precisão. Por isso, é aconselhável trabalhar com esta bobina lentamente e sobrepondo a metade da parte já passada no solo afim de não perder objetos pequenos fundos. Esta bobina é recomendada para solos moderados e para locais de muito lixo metálico.

 

4.4.4 Bobina DUAL FIELD ou Dupla MONO ou DUAL MONO

É feita com dois enrolamento de fios semelhante a bobina Concêntrica. Mas a Transmissão e a Recepção do sinal é feita por um único enrolamento (os dois enrolamentos se une formando um só enrolamento) que passa a freqüência de Transmissão e Recepção. São frações de segundos para transmitir e receber os sinais provenientes da terra. O formato do campo magnético desta bobina é cônica. Seu campo magnético vai estreitando até se tornar pontiagudo. Por isso, é aconselhável trabalhar com esta bobina lentamente e sobrepondo a metade da parte já passada no solo afim de não perder objetos pequenos fundos. A bobina Dual Mono é muito mais sensível que a bobina Mono. Também é afetada por solo extremamente mineralizado que às vezes podem tornar mais difíceis a recalibragem no solo ou até impossível. Esta bobina é melhor na discriminação de objetos que a Bobina Mono. Porém eles tendem a prover um pouco mais de profundidade do que a bobina DD. Esta bobina é recomendada para solos moderados.

Circuito de amplificação da onda

Capa superior

Proteção de carbono

Enrolamento dos fios da bobina. espiras

Fixador da bobina, espuma

Proteção de carbono

Capa inferior

4.5 A experiência e a habilidade do Pesquisador.

Não existe nenhum substituto para a experiência. Sabendo como operar sua máquina com eficiência e compreender seus sinais, com certeza, acrescentarão profundidade na busca dos objetos enterrados. Muitos profissionais prestam muita atenção nos sons emitidos para cada metal. Como exemplo, o ferro, o som repica, a pedra ferro, emiti o som prolongado. Certas interferências de solo, o som emitido é fraco na passagem de ida da bobina, na volta da passagem da bobina pelo objeto (interferência) não emite som. O ouro de pepita o som é igual e cortante , tanto na ida como na volta da bobina. Certos metais o som emitido é grave (baixo) e outros agudo (alto).

 

     Dica: Quando um metal for detectado cruze o metal com a bobina em movimento e preste atenção no som. Se for cavar, cave um certo tanto e passe a bobina na mesma altura como se o buraco estivesse fechado, ou seja, não enfie a bobina dentro do buraco, pois se for interferência você vai continuar cavando e não vai encontrar nada. Mas se agir certo, você verificará que o som irá diminuir ou até mesmo desaparecer, se for uma interferência. Veja a figura acima em movimento.

5. O que é freqüência operacional?

 

A freqüência de um detector de metal é referida em kHz ou Pulso, isto é, o número de tempos que um sinal é transmitido e recebido pelo detector por segundo.

 

Os detector de metal de rastreamento no solo de baixa freqüência, penetrará mais fundo, porém sua sensibilidade para objetos menores serão afetadas ou ignoradas. Por outro lado, um detector de alta freqüência, aumentará a sua sensibilidade para objetos pequenos, mas não penetrará tão fundo quanto um detector de baixa freqüência.

 

Geralmente, os detectores para garimpo de ouro, mineralização, operam em uma freqüência muito elevada para facilitar na procura de fragmentos ou minúsculas pepitas de ouro. Os detectores de procurar moedas, relíquias perdidas, tesouros escondidos, operam em uma freqüência baixa, penetrando mais fundo no solo, detectando mais fundo, os metais maiores, do que os de alta freqüência.

 

6. Que diferença faz o tamanho de uma bobina?

 

O tamanho de uma bobina de pesquisa é muito importante. Cada tamanho de bobina está particularmente adaptada para objetos específicos como ouro, moedas, relíquias, ou objetos sob a água. Se você precisa comprar uma bobina para melhorar seu equipamento, então preste atenção:

História do Detector

 

O primeiro detector de metal inventado foi descoberto por um engenheiro de rádio nos Estados Unidos em 1925. Acredita-se ter sido descoberto por acaso, quando um tanque de metal cheio de água causou interferência em suas experiências de campo.

 

De 1927 até a Segunda Guerra Mundial, os detectores de metais só continham o básico para Transmitir e Receber sinais(TR). O detector era transportado com correias de ombro devido ao peso enorme das pilhas e válvulas. Estes primeiros detectores tipo TR tinham dificuldades em trabalharem em solos altamente mineralizados. A sua habilidade de discriminação era limitada a diferentes metais. Além de ser pesado e incômodo, os primeiros detectores eram capazes de descobrir somente objetos do tamanho de um tênis ou bola de beisebol e maiores.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial os detectores de metais foram usados para localizar minas terrestres rasas. Depois que a guerra terminou a maioria das máquinas, que estavam predominantemente no poder do governo dos EUA, foram compradas por pesquisadores de tesouros, e garimpeiros norte-americano.

 

Não foi muito longe, até o desenvolvimento e introdução dos detectores VLF (Freqüência de transmissão e recepção baixa: alcance de 1 - 100 kHz). O crescimento na indústria começou a partir de então.

 

Desde a introdução dos detectores de metais VLF , a Fisher, Garret, Whites, e Minelab adiantada na tecnologia de detectores, desempenharam um papel importante neste avanço, como pioneiras em vários aplicativos eletrônicos sem iguais. As mais notáveis características destes aplicativos são:

 

Acompanhamento de Solo automático: Minimiza o ruído criado por minerais no chão pelo uso de microprocessadores, que continuamente fixa o melhor nível de trabalho em solo altamente mineralizado. Previamente, todos os detectores de metal com Balanço automático de Solo superam em habilidades em terrenos mineralizados que os detectores com Balanço de Solo Manual. Porém os detectores de Balanço de Solo Manual, também chamado de Equilíbrio de Solo Manual ou Recalibragem de Solo supera em sensibilidade e profundidade.

 

Posteriormente surgiram diversas tecnologias para aprimoramento dos detectores:

 

TECNOLOGIA MPS: As séries de detectores de Pulso eliminam muito bem a mineralização e desse modo provê uma livre interferência do solo com ganho de penetração no solo notável. Múltiplos Pulsos por Segundo.

TECNOLOGIA VLF - Onda senoidal contínua (VERY LOW FREQUENCY)  

Este é o tipo tradicional de tecnologia usado em detectores de metal mais básicos. Estes modelos de detectores também são conhecidos como VLF (freqüência muito baixa). A princípio existem dois tipos de bobinas para esta tecnologia e também comum a muitas outras. Bobina Concêntrica e Dupla D ou DD.

 

     • Bobina de transmissão - é o arco da bobina externa, no qual há uma bobina de fio. A eletricidade é mandada por este fio, primeiro em um sentido e depois em outro, milhares de vezes por segundo. O número de vezes que o sentido da corrente muda a cada segundo estabelece a freqüência da unidade;

     • Bobina receptora - este arco interno contém outra bobina de fio, que atua como uma antena para captar e amplificar freqüências vindas de objetos, alvo no solo.

 

TECNOLOGIA BBS (Broad Band Spectrum): Usa microprocessadores que controlam as freqüências do detector de metal  transmitindo simultaneamente mais de 17 alcances de freqüências separadas ao mesmo tempo entre 1.5kHz e 25.5 kHz.

 

TECNOLOGIA GBS: Além de ignorar certos metais pequenos próximos da superfície tem grande poder de penetração para buscar os tesouros mais escondidos pelo homem.

 

TECNOLOGIA V/Flex - utilizado em detectores de tecnologia digital, seus componentes eletrônicos misturam os sinais a fim de aumentar a única freqüência da tecnologia padrão. As vantagens desta tecnologia V/flex proporcionam seguro desempenho e melhora significativa na imunidade de fatores externos. A tecnologia V/Flex também permite o detector operar em diferentes freqüências de bobinas.

 

API: Avançado sistema de Indução de Pulso que pode eliminar certos minerais como pedra ferro, também trabalha de forma excelente em solo mineralizado e / ou água salgada.

 

TDI: Utilizada nos detectores de Pulso. Esta tecnologia agora permite aos detectores de pulso discriminar certos objetos até mesmo eliminá-los. Os detectores de Pulso são ótimos para trabalho em solo altamente mineralizado e também em solo salgado. Transmissão Discriminada de Indução de pulso.

 

VANTAGENS DE DETECTORES DE ÚNICA FREQÜÊNCIA DE TRANSMISSÃO E RECEPÇÃO

 

São mais sensíveis aos metais nos ambientes mais comuns, terra não tão mineralizada - ID de objetos mais precisos - São mais eficientes no consumo de energia, vida de bateria longa - Menos suscetíveis as interferências de ruídos externos -  Tecnologia mais apropriada para descobrir os mais amplos alcances de objetos que estão sobre as áreas de concordância, a quantidade de solo mineralizado tem que ser menor que a de solo normal - A maioria dos detectores de passatempo, hobby, entretenimento, utilizam uma única freqüência de transmissão e recepção.

 

DESVANTAGENS DE DETECTORES DE ÚNICA FREQÜÊNCIA DE TRANSMISSÃO E RECEPÇÃO

 

Perde profundidade de descoberta e o Identificador e Discriminador I.D torna irregular em ambientes de água salgada e sobre terras pesadamente mineralizadas.

CONHEÇA TODAS AS PARTES E PEÇAS QUE FORMAM OS DETECTORES DE METAL E SEUS CONTROLES PRINCIPAIS

O detector de metal de rastreamento é composto das seguintes peças: Haste ou Bengala Superior, haste Mediana e haste Inferior. Na haste superior é acoplado o Apoio de braço (Concha) e ou a Caixa de controle. Na haste mediana, também pode ser acoplado a Caixa de controle e o Apoio de mão (Punho). Na haste Inferior é acoplado a Bobina de pesquisa.

A haste Superior e a haste Mediana são feitas de alumínio resistentes.

A haste Inferior é feita de PVC anti-estático ou fibra de carbono. A fibra de carbono é bem melhor, devido a sua rigidez, não flexiona. As hastes são acopladas umas nas outras por meio de clipes de aço ou parafusos ou roscas cônicas.

Normalmente são usados 6 parafusos niquelados resistentes a ferrugem e um de plástico anti-estático para prender a bobina na haste Inferior. Dois parafusos prendem o Apoio de braço, mais dois o Apoio de mão e mais dois a Caixa de controle.

HASTE SUPERIOR

CAIXA DE CONTROLE

HASTE MEDIANA

BOBINA

HASTE INFERIOR

APOIO DE BRAÇO

FORÇA DE ALIMENTAÇÃO DOS DETECTORES - ENERGIA

Alguns detectores são alimentados por pilhas de 1,5V AA ou C, outros por baterias pequenas de 9V ou baterias de Gel chumbo, baterias de íons, lítio ambas de 6v, 12V, 15v.

 

 TECNOLOGIA

Os detectores de metais chamados de localizadores e rastreadores são divididos em tecnologias eletrônicas, Digital e Analógica. Esses, subdividem se em detectores de rastreamento de PULSO ou VLF.

 

 BOBINAS

A bobina de procura emiti o sinal pelo enrolamento de fora, Tx (TRANSMISSOR). E recebe o sinal pelo enrolamento de dentro, RX (RECEPTOR). Portanto, a bobina é formada pelo enrolamento que transmite e por outra que recebe. Porém temos bobinas que transmitem e recebem pelo mesmo enrolamento, chamadas de bobinas MONOLOOP. As bobinas de dois enrolamentos são chamadas de Dupla D e Concêntricas. Já temos no mercado bobinas Concêntricas de três enrolamentos.

As bobinas são feitas nos formatos, arredondadas, elípticas e retangulares, abertas ou fechadas.

 

THRESHOLD - Controle utilizado para ajudar na sensibilidade do detector.

 

SENS ou DEPTH - Controle de sensibilidade que aumenta o ganho de profundidade.

 

VOLUME - Controle utilizado para aumentar o volume.

 

GROUND BALANCE ou GROUND REJECT - Controle giratório utilizado para balanceamento de solo.

 

TRACKING/FIXED - Pesquisa Automática/ Pesquisa com balanço de solo desligado

Tx

Rx

APOIO DE BRAÇO

APOIO DE MÃO

BOLSA DE BATERIA

APOIO DE MÃO

BATERIA

Dupla DD

Concêntrica

Mono Dual

Balanço de solo - É o ajuste que o operador deve fazer no detector de modo que quando levantar a bobina e quando descê-la lentamente no solo não dê a impressão de estar detectando o solo. É por isso, que este modo foi chamado de balanço, porque é preciso balançar a bobina de cima para baixo para fazer o ajuste de solo, de modo que, o detector não emite nenhum som, tanto no levantar, quanto no descer da bobina ao solo.

 

Antigamente, os detectores eram todos de balanço de solo manual (equilíbrio de solo), ou seja, os operadores teriam que reajustar os detectores ao solo todas as vezes que houvessem uma mudança de mineralização positiva ou negativa. Com o avanço da tecnologia e dos controladores digitais e processadores DSP, hoje temos no mercado os detectores de balanço de solo automático que ajustam automaticamente o rastreio da bobina ao solo sem precisar que o operador mexa nos controles a cada mudança de solo.

 

Um ponto interessante que devemos observar é que todos os detectores de hoje deveriam ter o Balanço de Solo Manual e o Balanço de Solo Automático, porque haverá situações que um desempenhará melhor resultado do que o outro. A Fisher é a única que sempre utilizou em seus detectores o Rastreamento de Solo Automático e Manual.

Altura constante do solo

Pesquisa com a bobina sempre na horizontal com o solo. Não levante as laterais na pesquisa.

VANTAGENS DE DETECTORES DE MÚLTIPLAS FREQÜÊNCIAS

 

São providos de excelentes resultados sobre o solo pesadamente mineralizado e em ambientes de água salgada devido à habilidade para ignorar minerais em virtude das características de pulsação que eles possuem.

 

DESVANTAGENS DOS DETECTORES DE MÚLTIPLAS FREQÜÊNCIAS

 

Não são bons na identificação e discriminação ID, principalmente nas regiões de minérios de ferro - Não conseguem até ao momento decifrar a profundidade nem o tamanho do objeto enterrado - são menos sensíveis do que os de única freqüência - Consomem mais energia, requerendo de muitos modelos o uso de baterias grandes - São mais suscetíveis as interferências de ruídos externos.

 

DICAS:

 

1 - A pesquisa deve ser feita com a bobina sempre a altura constante do solo de 5 a 10 cm para procurar metais pequenos, moeda, pepita de ouro e de 30 a 60 cm para caçar metais maiores, jarra cheia de ouro ou moedas, tesouros, enterrados.

 

2 - Ao cavar não enfie a bobina dentro do buraco. O ideal é passar a bobina por cima do buraco na mesma altura quando não existia o buraco. Se o som diminuir ou acabar é porque o que foi detectado era uma concentração de minério. Se o som continuar o mesmo ou aumentar é porque existe um tesouro a ser retirado.

 

3 - Se a condição de solo é insuportável com as bobinas MONO, DUAL FIELD, ou CONCÊNTRICA, então é melhor adquirir  uma bobina Dupla D, também chamada de DD. Estas bobinas DD além de proporcionar maior estabilidade no solo, também melhora a discriminação de objetos férreos e não férreos, e  diminui bastante as interferências externas. A profundidade caiu um pouco. Mas é melhor ter um detector estabilizado em todas as condições e pegar o ouro do que um detector com muita sensibilidade e só encontrar barulho, deixando o ouro despercebido para trás.

 

4 - Não adianta você ter um ótimo equipamento se você não sabe operá-lo 100%. Por isso, o mais importante é dominar o detector em todos os aspectos. Leia o manual com muita atenção e faça testes. Uma pessoa bem experiente com um detector mais simples, pode pegar mais ouro que um que tenha um excelente detector, mas não sabe manuseá-lo corretamente.

BALANÇO DE SOLO - EQUILÍBRIO DE SOLO (AJUSTES DO DETECTOR AO TERRENO)

Cabo da Bobina

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SAIBA MAIS SOBRE DETECTORES DE METAIS E SEUS ACESSÓRIOS

DETECTORES DE METAIS

Há vários tipos de detectores cada um com sua utilidade especifica

2.1 Detector de metal para procurar objetos enterrados pelo homem ou soterrados (Tesouros Fundos)

Estes detectores têm maiores alcances de profundidades para metais maiores do que os outros detectores indicados no item 2. Geralmente esta categoria de detector de metal tem dificuldade de detectar a presença de objetos de metais pequenos, como por exemplo, uma pepita de ouro ou até mesmo uma pequena moeda. Os detectores recomendados para procurarem tesouros (enterros ou soterrados) são: DEEPMAX X6, GEMINI-3,  TM 808, GTI 2500 COM A BOBINA TREASURE HOUND, PULSESCAN TDI PRO SL, ULA-3 SIERRA MADRE etc. Estes detectores podem alcançar profundidades de 30cm a 8 metros ou mais, dependendo somente da dimensão do objeto enterrado.

 

Lembre-se, quanto mais fundo o detector detecta um metal, mais caro  ele é ao seu bolso. Os detectores de procurar tesouros enterrados também chamados de guardados ou enterros também é largamente utilizado para busca de cabos, canos, tampas de bueiro, arqueologia, etc.

 

2.2 Detector de metal para procurar objetos perdidos pelo homem (Tesouros Rasos ou Hobby)

Estes detectores de metal não têm a força para detectar metais em grandes profundidades. Geralmente a máxima profundidade de alcance desses detectores variam de 50cm a 150 cm, dependendo somente da dimensão do objeto enterrado. Estes detectores de metais são chamados de Hobby ou Passatempo. Essa categoria de detector também não detecta metais tão pequenos como os detectores para procurar metais da natureza. Essa categoria é utilizada para procurar moedas, jóias, relógios, armas de fogo, faca, relíquias etc., nas praias, nos campos, lugares históricos e cenas de crime, a uma profundidade razoável de fácil escavação. São divididos em detectores VLF, BBS, VFLEX e de Indução de Pulso, PI. Os detectores recomendados para essa categoria são: GTI 2500, DEEPMAX X6, ACE 150, ACE 250, EURO ACE, F2, F4, F5, F70, F75, T2, OMEGA, ALPHA, GAMMA, DELTA, GOLD BUG DEEP, AT-PRO FBS, etc.

 

Lembre-se que quanto mais recurso o detector possui em discriminar e classificar, mais caro também é a seu bolso.

 

2.3 Detector de metal para procurar objetos de metal produzidos pela natureza (Minério, Meteorito, Partículas metálicas e ouro em forma de pepita)

Estes detectores de rastreamento no solo têm uma grande facilidade de encontrar pequenas partículas de metais, devido a sua alta sensibilidade (freqüência) de transmissão e recepção. São indicados para mineralização, caça a meteoritos, garimpo de ouro de pepitas, filões, e veios de minérios. Sua máxima profundidade de descoberta vária de 50cm a 150 centímetros, dependendo somente da dimensão do objeto enterrado. São divididos em detectores VLF, VFLEX e de Indução de Pulso (PI, MPS, DVT, SETA, TDI e GBS). Os detectores indicados para essa categoria são: SD2200D, SD2200V2, INFINIUM LS, GPX-4000, GOLD BUG-2, SCORPION GOLD STINGER, GOLDMASTER GMT, GMZ, GPX-4500, F70, F75, GP EXTREME, GP 3000, GP 3500, PULSESCAN TDI PRO SL, DEEPMAX X6, GPX 4800, GPX 5000, GOLD BUG PRO DP, etc.

 

2.4 Detector de metal para áreas que exigem segurança das pessoas no recinto

Os detectores para segurança são divididos em:

     2.4.1 Detectores de revista pessoal - examina se o corpo revistado possui algum tipo de metal escondido, camuflado entre as vestes. Estes detectores também são utilizados para procurar objetos que possa cair dentro do corpo de uma pessoa numa cirurgia e para busca de metais na fabricação de tecidos, roupas, couros, etc. São divididos em dois formatos, BASTÃO (ESPADA) e RAQUETE. Esse tipo de detector é portátil, facilitando assim, a locomoção para qualquer lugar. Geralmente são utilizados nos aeroportos, penitenciárias, fórum, shows, escolas, eventos esportivos e outros locais de fluxo de pessoas que exigem máxima segurança. Os detectores indicados para esta categoria são: SUPERSCANNER V, SUPERWAND, THD, PRO-POINTER, CW-10, CW-20. Estes detectores emitem alarme sonoro, visual por meio de luz e ou vibratório.

 

     2.4.2 Detectores pórticos - são detectores no formato de um portal para atender maior número de fluxo de pessoas num determinado recinto que exija máxima segurança das pessoas e objetos de valor guardados no local. Estes tipos de detectores examinam todo o corpo do indivíduo sem precisar palpar todo o corpo de cada pessoa que dentrar o recinto.  Os melhores detectores de metal pórticos possuem sinalização por meio de luzes, indicando a posição exata de onde se encontra o objeto detectado, a intensidade de massa metálica no corpo, a quantidade de pessoas que entrou e saiu do recito, sistema que aciona: a filmagem, tira foto, trava de porta ( não permitindo a entrada no local - Porta giratória), a porcentagem de alarmes e vários outros recursos. Os detectores pórticos de alta segurança são utilizados em aeroportos, penitenciárias, órgãos do governo, bolsa de valores, penhores, eventos esportivos, etc. Estes detectores são divididos em detectores Fixos e Portáteis. Os detectores recomendados para esta categoria são: MAGASCANNER MT 5500, MS 3500, CS 5000, PD 6500i, M-SCOPE PORTABLE, etc.

 

2.5 Detectores de presença de metal grande aproximando

Estes detectores são instalados em carros afim de detectar a aproximação de outro carro. Também há os detectores de longa distância como Radares e os sonares.

 

2.6 Detectores de metal para tubulação

Estes detectores são indicados para procurar tubos metálicos e até não metálicos utilizando os princípios de Rastro Indutivo, Rastro ou Traçado Condutivo e Localização Indutiva. Também podem ser utilizados para descobrir tampões, tampas de bueiro camufladas sobre o asfalto. Os detectores indicados são: GEMINI-3, TM 808, TW-6, TW-82, TW-8800, etc.

 

2.7 Detectores de metal aquático

Estes detectores podem submergir dentro de rios e mares até 65 metros de pressão. São indicados para procurar tubulação submarina, naufrágios, tesouros de naufrágios, objetos de valor perdidos pelos banhistas,  minério dentro de rios e mares, e pepitas de ouro. Os detectores indicados são: INFINIUM LS, SEA HUNTER MARK II, EXCALIBUR II.

BOBINA MONO OU MONOLOOP

BOBINA DUPLA D OU DD

BOBINA CONCÊNTRICA

Bobina Receptora

Bobina Transmissora

¨ No material e tamanho do objeto a ser encontrado

 

¨ Na profundidade em que você deseja achar o metal enterrado

 

¨ No grau de mineralização da terra onde você irá trabalhar

 

Bobina pequena é bem mais sensível, portanto capaz de descobrir fragmentos de metais. Porém, não será muito efetiva em objetos maiores em grandes profundidades. Já bobina grande alcançará uma profundidade de detecção bem maior para metais grandes, mas omitirá os objetos pequenos próximos à superfície da terra. Bobina MONO é mais sensível que a bobina dupla DD, mas sofre em solo mineralizado. Bobina DD é mais estável em solo mineralizado, porém detecta um pouco mais raso que a bobina Mono. Bobina Concêntrica possui semelhanças com a bobina Mono com um ponto a destacar, tem excelente facilidade para discriminação e classificação. Veja mais sobre bobinas 4.4.

 

7. O que é discriminação ID e Classificador?

 

Discriminação - É a capacidade do Detector Discriminar e Identificar pelo som ou pelo painel de controle se um metal descoberto é ferro ou não-ferro, bem como eliminar certos metais pequenos indesejáveis.

 

Classificador - É a capacidade eletrônica do detector classificar mostrando em um gráfico numérico ou por imagens já estabelecidas no painel de controle os diversos tipos de metais enterrados. Geralmente estes detectores classificadores são os mais caros do mercado, em razão da alta tecnologia embutida. Quanto mais fiel for o classificador, mais caro é o detector. Detectores mais baratos com classificador não é 100% fiel, pois são afetados facilmente por interferências presentes no local que afetam na classificação (Rede elétrica, outros campos magnéticos e mineralização).

 

8. Eu posso conseguir mais instruções para melhorar meu desempenho ou tirar dúvidas?

 

Se você gostaria de mais instruções ou informações sobre o seu detector de metais, então procure o representante de vendas mais próximo de você. Ele é capaz de guiar você pelos princípios de sua operação, além de adiantar nas técnicas que acrescentarão mais conhecimentos a sua procura.

FIO DA BOBINA